domingo, 8 de maio de 2016

Prelúdio


História de Um Tremere - Capela de Saint Louis - Paris 

 
 

Em um velho caderno empoeirado de páginas amarelas, envelhecidas pelo tempo, o registro das fragmentadas memorias de uma personagem obscura repousa calmamente em meio aos pertences abandonados em um casarão velho e sombrio, um lugar tão morto quanto as histórias contidas nas páginas deste mesmo caderno.  

Abrindo o velho registro lê-se nas primeiras páginas... 
 

Contar uma história, devia ser algo comum para quem passa tanto tempo nas bibliotecas, entre tantas histórias e pesquisas, mas confesso que as lembranças, são muito fragmentadas e poucas coisas são vivazes o suficiente para serem dignas de nota. De certo tenho mais de um início para relatar, mas por motivos diversos, não podem ser completamente esclarecidos. Alguns eventos traumáticos certamente fizeram desbotar muitas lembranças, as sensações desses eventos... As cores vermelhas e sombrias, os mantos, as dores, uma grande pressão interna com muita confusão, por fim o torpor da minha mente, o fogo vermelho vívido em meio a uma escuridão quase que absoluta, os odores de ervas, luzes prismáticas que enroupem das trevas, palavras estranhas que hoje são tão claras pra mim, me soavam como sussurros sombrios e ecoavam entre ordens, apressadas e potentes, que eu atendia  e respondia fracamente enquanto sentia a vida se esvaindo de mim, enfim, veio o escuro, e quando acordei novamente estava pronto, como se tivesse nascido naquele momento, e de fato o tinha, isso mudou tudo, mas vou tentar reunir tudo que me lembro de antes deste evento, que tanto desejava e que tanto temia. 

 
 

Lembranças da vida Mortal. 

Em algum dia de 1854 creio, quando nasci. Toda Europa ardia em chamas, caiam Reis e Duques em batalhas políticas para a imponente, ideológica e corrupta republica, miséria, dor, morte e injustiça, é o que restara ao povo, é também o que os motiva, a dar de bom grado, as suas vidas pelas causas dos nobres. As unificações assustavam, mas seguiam o curso tempestuoso das vontades governantes de então. Apesar de minha família não estar no olho desse furacão, todos sentiam sua força. E apesar desta tempestade política e civil, a vida continuava para todos. Eu queria mais que tudo, estar acima dessas tempestades, não lembro nada de minha infância, mas lembro desse desejo, talvez por que ele tenha sobrevivido ao rito da noite, ainda criança algo entre 9 ou 10 anos não sei ao certo, perseguia homens que pareciam intocáveis, sabia que eles tinham o segredo para sobrepujar as dificuldades e sobreviver as tempestades da vida, com muita insistência consegui presenciar um breve depoimento, onde escutei sigilosamente a palavra mágika em um encontro de homens muito distintos e bem posicionado na sociedade, seguindo no movimento contrário de todos os ensinamentos dos homens instruídos, que viviam na riqueza ou em relativo conforto, ensinamentos os quais diziam, que as superstições eram tolices e que magia não passava de mera superstição para pessoas sem instrução, ouvir um homem instruído falar sobre isso me instigou, despertou-me um forte desejo de saber mais sobre o que falavam e isso me levou por uma jornada que mais tarde mudaria toda a minha vida, de tal forma que ne eu mesmo poderia imaginar. 

A casa do Cavaleiro Vermelho. 

1868 pelo que me lembro, que tinha uns 14 anos, quando consegui um emprego em uma casa proeminente, em um bairro nobre na velha paris, a casa era forte, de fundações largas, largas demais, minha busca sonhadora, me deu uma certa habilidade, se caminhar sem ser percebido, jamais trocaria palavra alguma com alguém que eu admirasse de fato, minha posição não era das piores, mas estava longe de ser rico, ou Versado nas letras das grandes faculdades, apenas sabia o bastante para não ser analfabeto, e tinha gosto em escutar conversas eloquentes, escondido em algum beco ou atrás de alguma carruagem. 

Esta casa era onde queria estar, mesmo que ainda não soubesse disso, os proprietários, membros ainda que distantes da família real ostentavam o imponente nome Carpetian, não gostavam de nos ver dentro da casa, mas eu disse nos ver era o problema, enquanto estivéssemos fora de sua visão não havia nenhum problema. 

Logo percebi que o senhor da casa tinha um olfato muito aguçado, fui pego uma única vez e creio que tenha sido meu cheiro, mas sou prático, a despensa da casa era farta de muitas coisas úteis, e outras que só saberia ser uteis depois, mas sabão tinha em estupida abundancia, não foi difícil subtrair algumas barras sem ser percebido. 

Banhos constantes se tornou uma prática, eu já tinha percebido, que muitas vezes o senhor sumia da sala de estar, sem ter passado por nenhuma saída, ou aparecia do nada dentro de casa, sem ter entrado pela porta, pensei ele ter poderes mágicos verdadeiros, e queria vê-lo como fazia. 

Eu sorrateiramente o seguia quando estava em casa, demorou um pouco para conseguir ver, e o vi de fato, como ele sumia do nada e aparecia voltando do nada como que vindo do ar, era uma verdadeira obra de arte, talvez tenha sido por isso que essa lembrança se conservou, uma porta, feita de forma magnifica em uma parede, de tal modo que era completamente impossível vê-la se não estivesse aberta. 

Eu não sou tolo, por tanto me reservei de ver por trás daquela porta, enquanto ele estivesse lá dentro, com cuidado vigiei, e demorou cerca de 3 horas lá dentro. Nesse tempo eu não tinha uma forma precisa de se medir o tempo, eu olhava a luz que entrava pela janela, se movimentando pela sala, no avançar do sol no céu, em direção ao seu crepúsculo. 

Ele enfim saiu, e por sorte ele não veio em minha direção. Eu me movi, rápida e silenciosamente até a porta, buscando uma forma de abri-la e busquei em vão. 

Eu não vi como ele abria, mas aquela porta, ela representava algo mais que uma porta escondida, eu ainda sinto isso quando entro nos cômodos secretos da capela, a sensação daquela porta. 

Saber como ela abria demorou um pouco, havia uma chave mágica, eu fiquei surpreso, quando me lembro disso, sempre me recordo, que a ignorância serve como um manto, que enche de magia o mundo das pessoas simples, é claro que a chave não era mágica, mas para mim o era tão mágico quanto a mudança das estações ou os barcos flutuando nas águas. 

Eu fiquei escondido dentro da casa por meses até conseguir ficar uma noite inteira, pela primeira vez, eu peguei a chave em minhas mãos, estava em uma gaveta no quarto do senhor, do lado de sua cama, em uma mesa de madeira, eu havia entrado lá enquanto ele dormia foi tenso, mas eu gostava daquele perigo. 

Deus ninguém poderia supor, que um objeto tão simples poderia ter tal utilidade, uma bola de ferro que o senhor usava para apoiar sua bengala, grande o suficiente para encher bem a mão de homem adulto. 

Eu levei até a parede, encostei suave na parede, e de repente me assustei, a bola colou na parede, não consigo me lembrar disso sem achar cômica, a sensação que um mortal sente ao encontrar algo que não sabe explicar. 

Bem, aliviando-me do susto e em êxtase, repeti os movimentos do senhor com a esfera encostada na parede, e a apoio se soltou da parede quase caiu no chão, felizmente o peguei antes de cair e acordar a todos, movi a porta e entrei. 

Por dentro vi todas as coisas que faziam a mágica porta abrir e fechar, passei um bom tempo examinando, ainda me parecia magnifico, não imaginava que algo assim existisse, e continuei, vasculhado os cômodos escondidos encontrei uma biblioteca com muitos livros, um laboratório, uma bancada de rituais, sim, meu senhor, homem de prestigiosa posição social, era um bruxo! 

Demorou uns seis meses para criar coragem e voltar até lá, agora sabia o motivo das largas fundações da casa, com corredores escondidos dentro delas e escadas que levavam a uma parte isolada com paredes nas velhas catacumbas. Depois de voltar e resolver, por sorte e coragem, ler alguns dos magníficos livros, eu comecei a entender. Foi libertador em parte, mas, meu senhor, depois de alguns meses percebeu, eu estava mudado, ele desconfiou. 

A iniciação da ordem dos Cavaleiros. 

Ele tinha uma rotina sacerdotal, regrado nos horários de acordar, dormir, sair, voltar, sumir, reaparecer, caminhar, viajar, se reunir, seu controle de seu tempo, se tornou meu controle também. 

Ele começou a mudar, e criou novas rotinas, que mudavam com constância, ele tornou muito mais difícil para mim acompanha-lo, ele mudou todos os moveis da casa de lugar, ele bloqueou a porta com uma estante enorme, eu sei que ele tinha outras portas, mas eu não tinha a menor ideia de onde ficavam, ele me observou, me viu aflito e meu deu uma carta, a carta estava escrita com termos em código. 

Eu não sabia exatamente o que era, mas tinha visto nos livros algo eu lembro bem, porem a carta tinha um destinatário e não era eu, ele me deu ordens precisas de onde e a quem entregaria a carta, então quando ele disse que se eu fosse fiel me daria um bônus, me olhou com uma frieza mortal. “Ele se tornaria um bom Cainita, o olhar assustador ele já o tinha”, ainda assim me senti feliz pela possibilidade de um misterioso bônus. 

Bons tempos de ingenuidade, humanos são assim, acreditam, tem sede por acreditar em seu íntimo, não importa que não tenham fé. Eu fiz como mandado, e me surpreendi.... Dizia a orde de meu mestre e senhor - No Norte de paris, no alto de uma colina, vindo da estrada leste, indo para oeste, do lado da figueira, na hora em que o sol toca o horizonte crepuscular, um homem de casaco vermelho esperava pela carta... olhando para o lago no fim da colina de onde se projetava a luz do crepúsculo. 

Encontrei o homem exatamente como meu mestre havia citado em sua ordem quando me entregou a carta, quando toquei no ombro do homem, ele se virou, usava uma máscara dourada cobrindo o rosto, e me apontou uma espada, outros homens apareceram vindos do nada, com máscaras e casacos vermelhos,  com espadas nas mãos, e me cercaram, eu iria morrer pelo meu atrevimento, pensei, um deles pegou a carta de minhas mãos, e em silencio olhou fixamente para o papel, um deles perguntarão: “quem enviou esta carta?” _ Eu sei que nada me salvaria, mas em tudo que lido falava que o segredo e a fidelidade eram a única qualidade que salvavam o instruído do fogo que a tudo consome, aprendi que o silêncio, poderia não me salvar, mas amenos amenizar meu infortúnio, e temia que meu senhor, se vingasse de mim, na minha família, então calei, foi quando um deles então, enfiou a espada no meu ombro, eu gritei, e me perguntou novamente, eu  disse – Eu não sei, eu não sei, eu estava na rua e um homem, que nunca tinha visto, me pediu pra entregar isso, por algumas moedas, eu não sei quem é, eu juro! – O homem tirou a espada de meu ombro e jogou um pano no chão, e me disse - pressione esse pano no ombro – ele tirou a máscara, era, meu senhor, o mesmo homem que havia me pedido para entregar a carta, e ele disse – Você não trabalha mais para mim, vai trabalhar em outro lugar a partir de amanhã, me deu um papel com um endereço, e jogou uma bolsa com dinheiro e me disse, - compre uma roupa descente e vá para o endereço que lhe entreguei ou abandone para sempre paris se não comparecer ao seu novo trabalho! 

A casa da Ordem dos cavaleiros do Dragão vermelho. 

O novo trabalho também se mostrou uma luminosa oportunidade, era em uma casa velha, não muito proeminente, embora luxuosa, nas redondezas do palácio real, em minha chegada lá eu fui tomado por um pavor mortal tudo estava acontecendo rápido e de forma assustadora, eu estive no fio da espada no dia anterior, em meu ombro ainda estava o curativo do golpe que agora estava oculto pelo novo casaco que comprara para comparecer na casa onde serviria as minhas novas obrigações, no entanto sabia que havia aberto a caixa de pandora, termo esse, que nunca saberia, se não tivesse entrado naquela porta secreta na casa de meu antigo senhor, e lido secretamente seus livros, a essa altura eu não tinha escolha e no meu intimo embora estivesse apavorado, não queria outro caminho de fato, minha sede por conhecer mais se tornou minha guia me empurrando para o perigo. 

Ao chegar onde fui ordenado ir, eu iniciei lentamente a subida de uma escada de conhecimento e poder social que exigia discrição e disposição para ações que muitos jugavam condenáveis, eu não voltei mais para casa, ou pelo menos, não me lembro de ter voltado, eu estudei e conquistei com afinco, uma posição no que hoje chamam de (sociedade secreta)  “A ordem dos dragões vermelhos” eu me tornei um escudeiro, se assim posso chamar, a minha posição na verdade, demorou muito e tive que estudar muito, mas subi de status, embora estivesse longe de ter um conhecimento que me levasse ao meu desejo primeiro, sentia que tudo que presenciara era apenas a superfície e que algo mais existia. 

Longos anos se passaram e eu realmente não me lembro de todos os eventos dentro da ordem, sei que tinha muita perda de tempo, com ritos sem nenhum poder real, muito do conhecimento me parecia fantasioso, algum tipo representação teatral sem nenhum ganho real, e comecei uma busca pela verdade por algum poder verdadeiro, acho que foi seguindo poderes que se escondiam nas sombras, que as sombras me perceberam, eu me tornei um investigador e participei de autópsias proibidas, profanação de túmulos, dentre outras coisas consideradas heresias para religião e crime para alguns magistrados, o empenho era grande eu lembro de não ser o único a ter essas práticas, mas os outros são como vultos em minha lembrança, seções de meditação, muito boas para aumentar a compreensão, mas distantes de oferecer qualquer poder que fosse, eram praticadas com afinco, eu estava cansado de todos os experimentos sem fruto, foi quando nas buscas por livros relevantes eu encontrei o trabalho de um monge, que era considerado vulgar para a ordem, falando de licantropia, efêmeras, vampiros, e feiticeiros o que chamou a atenção, a riqueza de detalhes de sinais encontrados em alguma autopsias que participei, me tornei metódico e fiz detalhadas anotações pessoais, eu sempre copilava dois trabalhos, um para mim com minhas notas pessoais e outro para ordem, por algum motivo não confiava completamente na ordem, entre nós eu posso falar ser reservas, mas entre eles, os sumiços eram uma de uma frequência comum, contudo, eu vivia confortavelmente e tinha recursos conquistados pelos meus esforços e uma auxilio dos inúmeros e importantes contatos da ordem, eu pagava tributo a ordem que havia me tirado do ordinário e me levado a um status de conforto social, ao menos no meio parisiense, eu contudo comecei as minhas próprias investigações... 

A política estava em caos, era 1886, eu estava com 32 anos, como membro da ordem, tinha relativa estabilidade, mas agora desejava mais poder, e minha origem certamente me barrava, eu sentia que tinha mais e que não me era revelado, eu, porem tinha obrigações e as investigações e anotações continuavam, o mundo está mudando coisas incríveis estavam acontecendo e as sombras estavam agitadas. 

Havia um homem que parecia me atrapalhar em meu desenvolvimento, ele pertencia a Ordem estava empenhado em me manter onde eu estava, eu lembro disso, mas não lembro com clareza de tudo, lembro de seu nome “Sigmund Canford, esse inglês tinha uma boa influência e era completamente pervertido, era famoso por suas orgias, algo que pessoalmente não me aprazia. (Mais tarde “Sigmund Canford” foi abraçado para o clã ventrue.) 

Investigando a noite pelo conhecimento. 

Foi nesse ano que comecei algo que mudaria minha vida, 1896 eu vi pela primeira vez algo que parecia realmente suspeito, era tarde quando saí da ordem, estava passando por uma rua deserta e escura, quando eventualmente escutei, um gemido gutural e baixo, como de costume, me movi silente e em prontidão, foi quando vi algo que parecia um vampiro secando a sua vítima, o atacante era um homem jovem e de aparência nobre, a olhos menos atentos passaria perfeitamente por um casal se aproveitando de uma viela escura para enamorar-se, o homem soltou a jovem que desfaleceu e como se tivesse desmaiado,  o homem saiu como se deixasse para traz um monte de nada, se não tivesse ficado até o fim do ato, teria passado com a impressão de um amor fervoroso e jovial, esperei escondido, o homem se afastou passivo, então fui ao beco, verifiquei e a moça estava morta, procurei a mordida, minha surpresa não havia nada, mas sua pele estava tão pálida se seu corpo não apresentava nenhuma rigidez, e a pele para alguém que morrera tão recentemente estava demasiadamente fria, acho que ainda antes tinha perspicácia, eu precisei me esforçar para carregar sozinho o corpo da vítima para um lugar onde pudesse examinar melhor o que tinha acontecido, carreguei o corpo até minha carruagem, meus criados não fizeram perguntas, assim consegui leva-la até meu laboratório, um jovem de veras muito linda na flor da idade, agora uma carcaça sem vida sobre uma mesa, eu então sem esperar muito fiz a autópsia, que confirmou minha suspeita, a ausência de sangue certamente seria a causa da morte, tornei a fechá-la e reservei o corpo, eu esperava vela tornar-se vampiro, levantar-se viva, triste esperança, coloquei-a em uma cripta de vidro pra observá-la e  tudo que consegui foi vela virar um monte de ossos num saco seco de pele! 

Em meus estudos e observações procurei por outros eventos, sem comunicar a ordem, comecei a mapear eventos, registrar acontecimentos, claro que meu material está aqui na capela, um belo registro das consequências de jovens incautos, que se acham deuses quanto convertidos em crianças noturnas de Caim. 

O perigo da investigação do Oculto 

Minhas atividades furtivas me fizeram conhecedor de muitas coisas, suspeitas, comecei a participar, com mais afinco, da vida noturna da cidade, pagava por informações de vigilantes e vagabundos, coloquei olheiros em pontos estratégicos, foi quando conheci “Conrad Fontier, um informante de uma habilidade sem precedentes, Claro que não sabia que era um nosferato, ele não pedia pagamento em ouro, ele trocava informações, fofocas, segredos, nomes envolvido e ele exigia que fosse verdade de alguma forma, ele sabia quando eu mentia é um fabuloso negociador, ele me fez criar um estoque de evidencias, e me levou as pontos onde aconteciam as coisas, mas era sorrateiro e logo percebi que suas informações era perigosas, ele me enviou a um propriedade as margens do sena fora da cidade e disse que encontraria algo incrível lá, me disse mais pague com prata, acho que por um sexto sentido eu fiquei intrigado com o pague com prata, lembrei-me de judas e de cristo e algo em mim falou de traição, fui as escritos do monge Agripa, e pesquisei sobre prata e logo encontrei licantropia, eu fiz desdém, mas tantas coisas estranhas que havia presenciado me fizeram cauteloso, na verdade, cautela tem sido um habito constante, então fiz uma  malha de corvo com cotas de prata, eu encontrei o que vinha buscando um contato direto, direto demais para meu gosto, mesmo com a prata fiquei ferido, as garras do mostro, que parecia me esperar, ficaram destruídas o que não impediu que ele fraturasse, minha clavícula e 4 costelas, a dor era torturante, puxei uma adaga de 55cm da minha bengala, que por precaução tinha revestido de prata, estava com uma mistura confusa de raiva, medo e êxtase, a fera que se atirou em cima de mim com suas garra grunhia de dor curvada no chão, eu respirei e saltei sobre ele, ele se virou pra mim e num golpe de sorte eu o atingi em cheio no maxilar, indo ao pescoço e penetrando o peito, eu me assustei por que parecia estar furando uma massa de pão cru a faca entrou como se a criatura não tivesse pele, nem carne tão pouco ossos, pondo minha vida em risco algumas vezes eu trazia criados na carruagem, e ele dava ordem, se um brilho vermelho surgisse na mesma direção que tivesse ido eles deveriam ir ao meu encontro,  sentindo dor, me recuperando psicologicamente do encontro e da minha reação, eu pequei no meu casado o meu sinal de fogo vermelho acende-lo não foi fácil mas consegui estava todo molhado de suor temia que meu pulmão estivesse danificado, depois de ter acendido fiquei de joelhos esperando, eu nunca suei tanto minha coragem foi posta à prova eu repetia pra mim mesmo, - eu não posso morrer... Eu só estou no começo... – eles chegaram e me levaram junto com o corpo do licantropo, eu me lembrei das palavras de Conrad Fontier eu não sei se ele me salvou, mas era certo que havia me mandado para morte! 

Quando na carruagem penso ter visto o vulto de dois homens em uma colina, mas estava muito escuro, a noite que era iluminada pela lua a pouco se tornou tenebrosa com pesadas nuvens de chuva que cobriram todo céu, logo veio uma chuva pesada e tenebrosa, 1897, eu tinha 43 era o mês setembro quando fui submetido a uma cirurgia realizada em minha casa por Aphonse De Paviê, o processo de cura era lento embora o método dele fosse singular e eficaz eu fique com o braço esquerdo imobilizado por três meses, eu estudei o licantropo, em meu laboratório e pra minha surpresa ele não tinha nada de anormal, mas eu tinha certeza que tinha sido atacado meus ferimentos eram a prova que não me deixava aceitar que pudesse estar louco, para meus servos mesmo os de confiança eu estava realmente fora de mim e talvez não me traíssem por medo. 

O desejo de vingança armadilha da capela 

Quando recuperado, armado, e com ajudantes esperando minhas ordens voltei, para encontrar Conrad, humanos são fáceis de se enganar, eles gostam de achar que estão no controle, não encontrei nada é claro, voltei com a certeza de que ele tinha me mandado para morte realmente e ainda zombado do meu destino, aquele vagabundo maltrapilho realmente tinha um conhecimento assustador dos eventos inexplicáveis da cidade. No dia seguinte cedo muito cedo, um garoto trouxe uma carta, era de Conrad, dizia que bom que sobreviveu levou prata como lhe pedi, você corre perigo não posso falar por carta me encontre em frente à Catedral de Saint Louis, eu não confiava mais dele, eu fui eu queria vingança eu vesti um de meus servos com minhas roupas contratei, 20 assassinos, contatei capitão Pierre de Voxcelier, ele trouxe 10 homens de confiança eu tinha certeza que era uma emboscada, eu fui para assistir a captura eu queria ele vivo, estavam lá todos prontos para agir, a chuva voltou novamente, com ventos e neblina, era algo incomum as luzes ficaram diminuídas e foram se apagando e a escuridão se fez completa foi quando senti um golpe, não desmaiei de imediato ainda lutei e o segundo golpe eu desmaiei era março de 1898 quando acordei dentro da capela e passei pelo rito da taça dos sete  esse de certo não é  fim da história é o começo essas lembranças são um sonho, algum que sempre quis ser eu, por isso o destino me trouxe aqui. 

O começo da caminhada como Tremere. 

Minha entrada no clã, um ato propício, estratégico, e premeditado com cautela, arquitetado e testado com precisão matemática. Nenhum membro é tão pequeno a ponto de ser completamente dispensável, nem tão grande a ponto de ser completamente indispensável. Uma coisa é certa esse clã existe pelo seu regime de ordem e união, e um temeridade sem par, os rastros que quando era mortal perseguia os lugares onde ia, as informações que recebia tudo habilmente manipulado, de fato via crimes de vampiros jovens e desobedientes eles eram praticamente entregues a mim, por que eu era discreto, não transformava isso em uma guerra, nem especulava fazendo notícias, de certo eu não atendia ao objetivo das entregas de lutar contra o jovem vampiro e elimina-lo, o que intrigou algumas harpias, meu comportamento passou a ser observado, eu era vigiado enquanto vigiava. 

A guerra fez baixas na capela, as quedas foram de postos elevados e embates pelas posições detonaram dentro da capela, o momento não podia sem mais infortuno, meu mentor, Abelard Carpetian de 7ª Geração, resolve temporariamente a crise, iniciando novos aprendizes, não fui escolhido atoa, força de vontade, conhecimentos, convicção, dedicação e organização. O rito a força da pirâmide em tempos de crise, e taumaturgia da proteção era uma imposição, não uma opção, para acelerar o aprendizado, Afinidade Herdada, algo inesquecível acorrentado em uma parede como um prisioneiro, desnudo, com agulhas dourada ardentes enfiadas no corpo, levado a obediência pelo cálice amargo do ritual, a observação das sensações dolorosas do sangue fervendo e emergindo ao extremo, a compreensão cada vez mais próxima do verdadeiro poder, nada nos longos anos de estudo se comparavam aquilo havia dor, como uma pessoa viva jamais pensaria suportar, mas havia um poder visceral, primal, vital, o sentido de algumas palavras, estudadas em vida, se refizeram em compreensão na não vida, eu sofri por um noite inteira, a fome aflorando a medida que o se esvai, entendo o significado de vitae, fui alimentado ainda acorrenta a beira de um ataque furioso de fome, souto em seguida estava ferido por dentro mas em êxtase pela compreensão, eu dormi pela primeira vez de uma forma completa o escuro se fez sem sonhos pequenos florões de luz colorida e pálida, enfim despertei com mim percepção aumentada, o resto não foi fácil, mas era isso que eu queria e me coloquei a fazer uso dessa pratica semanalmente, depois do tratado de paz em 1912, foi quando ela chegou ela tinha uma capacidade nata, era uma maga, era aprendiz de meu MentorAbelard Carpetian, mas vinha de outra capela. 

Advento cientifico, social, guerra e sociedade 

                Automóveis, armas de fogo, lança chamas, granadas, aviões eram ensaios do futuro, desde 1865 que eles se fazem presentes na sociedade de forma tímida, os futuristas trocavam suas carruagens confortáveis e confiáveis pelas maquinas que mudariam o rumo da história humana, essa tendência não diminuiu com o passar do tempo nem mesmo com o caos social que se alastrava nos países, ano após ano os recursos para as disputas não tinham cessado e a tecnologia oferecia uma nova e devastadora resolução para muitos problemas, era o nascimento de um novo mercado era supremacia sobre territórios difíceis era um reforço fundamental para marcha do progresso, para que a tecnocracia dominasse de uma vez o cenário tudo que precisavam fazer era retirar de cena o pensamento tradicionalista que era predominante na sociedade. E foi com isso em mente que vários estopins ideológicos foram acesos o que mais tarde culminaria em guerra, pois nada muda mais uma realidade do que a morte dos chefes das famílias, pois órfãos são mais fáceis de manipular. 

                Como não estamos sós no mundo forças diversas trabalhavam além das nossas vontades o que cabia a nós é sobreviver, resistir e superar eu entrei para o clã em um momento crítico, rito da taça dos sete era realizado várias vezes toda semana, o salão de rituais ficava cheio nos quatros ventos em rituais da afinidade herdada para fazer os jovens aprender o mais rápido possível, salões cheios de jovens de crianças em sessões recebendo aulas complexas sobre a força da pirâmide, ritual que permite a partilha da força da mente, a formação estratégica de grupos de combate, tudo para fortalecer os senhores, grupos de cinco membros sendo um mais forte e capaz, faziam mutuo laço de sangue para fortalecer o desejo mutuo e fortificar o elo, taumaturgia da proteção e leitura simbólica de emergência, os jovens fortaleciam o topo da pirâmide era nosso alicerce, eu estava entre eles favorecido apenas pelo sangue, rotinas de ronda da capela o regente era pouco visto estava em sua sala secreta, vigilantes ficavam em prontidão e os anciões se reuniam em círculos de força todas as noites, ataques vinham com frequência,  no começo os anciões repeliam um a dois ataques pequenos por semana, mas um ancião chamado Henry Delafonlle avia previsto grandes lutas e todos se preparavam e participavam delas em um poderoso elo mental 7 círculos de força mental cada um com 13 membros foi formado  1 ancião e 12 neófitos unidos em uma só mente entre os neófitos 3 sempre denotavam grande poder no sangue e na vontade eu era um dos neófitos agraciados pela sorte e pela minha convicção, eu era da 8ª geração uma posição, prestigiada pelo menos no que diz respeito ao sangue e a vontade, os anciões fizeram um laço de sangue com todos os membros, nos tornamos um unidade a capela não era um clã de indivíduos éramos naqueles dias uma unidade algo que nunca experimentaria na vida mortal, o poder era partilhado e defender a biblioteca e os segredos do clã era vital, era nosso primeiro dever. 

A grande guerra por Saint Louis! 

                Março 3 horas da tarde 1914, despertamos como que trazidos por uma força poderosa, estávamos sendo atacados durante o dia, em um movimento tumultuado seguimos até as salas da guarda, formamos os círculos do rito da força da pirâmide, como estava na ordem dos eventos do rito, o ancião se moveu para o cento entrando em círculo de sangue desenhado no chão.  Em nossas mentes tivemos um vislumbre do que ele via através do vínculo, de símbolo em símbolo sua visão vasculhou todo o corredor externo da capela, com uma rapidez assombrosa, mal podia inteligir a vista completa de cada parte. Ele encontrou um grupo de humanos com auras brilhantes, como se imaginaria a dos deuses, ele então lançou feitiços do sangue sobre os intrusos, enquanto ele fazia isso eu senti uma força sair de mim, sim ele não falhava em sua força, uma batalha como nunca vista, as chamas se levantavam contra os intrusos e os intrusos brilhantes as dissipavam como se fossem vapor fazendo as chamas sumirem antes que lhes causasse dano, as paredes e erguiam contra o intrusos e eles convertiam-nas em pó, e vinham das sombras elementais de fogo e de pedra para atacar os intrusos e eles lutavam com eles de igual para igual repelindo-os pra o nada de onde vieram, nosso ancião atacava os intrusos partir do círculo onde estava sem ir de encontro aos inimigos, de repente um dos intruso foi abatido envolto em chamas, quando outro levantando a mão fez surgir um símbolo de luz que atingido o ancião no rosto e queimou severamente desfazendo a conexão com aquela área. 

A capela tremeu com uma explosão, O ancião Edmond Chatelound gritou - aos que puderem correr, corram para o salão da guarda!... - Foi quando vi que o poder daquele intruso iluminado havia matado dois e ferido outro além do ancião, Chantelound tornou a gritar – Vão, vão! – Comecei a correr e a capela tremia e rangia, chegando na sala eles estavam suando sangue e tombando das pernas, eu e os outros entramos no círculo, foi difícil, mas entramos e vimos um parede mental expandida blindando as portas e paredes, fortificando as entradas e guarnecendo a capela, a parede mental estava sendo atacada com poderes violentos, enquanto os anciões se empenhavam em desfazer os ataques dos intrusos, foi quando raios como os da tempestade vieram das paredes e começarão a abater os intrusos um a um, foi nesse momento que um dos poderosos intrusos tomou a frente e segurou um raio com as próprias mãos, símbolos luminosos flutuavam a seu redor, não demorou para elementais, raios e chamas se concentrarem nesse poderoso intruso. Com muitas baixas os sobreviventes entres os intrusos se concentraram em se defender, nesse momento uma distorção se formou no espaço como um vórtex distorcido do próprio espaço, eu não tinha ideia do que era, mas me causava náuseas e calafrios olhar para aquele efeito assombroso, foi quando os intrusos saltaram dentro da distorção sumido no ar, a magia que encheu minha imaginação mortal existia e era assombrosa e poderosa e o clã não era o único a ter poderes incríveis, o intruso mais poderoso ficou para traz, foi quando vi o ataque mais impressionante do clã, ele explodiu com tamanha brutalidade que destruiu todo corredor e deixou um buraco incandescente no lugar, a capela se distorceu inteira por um instante como se uma onda de muita força etérica tivesse passado pelo macro éter  e atingiu de tal forma a parede mental que todos nós partilhamos uma dor aguda e vivaz em nossas cabeça creio que teria morrido se não fosse pelo sangue de caim, porem muitos dos que foram atingidos não tornaram a acordar caíram em torpor. A capela ainda tremia como se gemesse de dor pelos ataques ferozes dos intrusos mais poderosos que já havia combatido. Ainda havia trabalho a ser feito, A anciã Magdallena Parveau ordenou: Vão para a biblioteca e se unam a Armand Regner! Agora mesmo! Armand Regner era o ancião mais obscuro da capela, eu estava exausto com dor e molhado de suor sanguíneo, mas eu vi mais segredos hoje do que em toda minha vida mortal, corri o mais rápido que pude, sangrei minha mão com a adaga e coloquei-a no selo, pronunciei a palavra com o papiro aberto o sangue ferveu e se inflamou destruindo o papiro e liberando a força do ritual, eu me tornei insubstancial e atravessei a parede como um fantasma nebuloso, passei sobre os selos se ser fulminado e atravessei outra parede, dentro da biblioteca membros vinham de todas as direções, translúcidos como fantasmas feitos de vapor, o regente já estava lá. E dentro da Biblioteca se formaram três círculos e eu segui para o círculo de Armand Regner, ao me conectar com sua mente ele olhou friamente para mim, eu não me deixei persuadir por sua visão, ele então veio para o centro do círculo, quantas vezes nessa noite eu ouvi o termo pergu magika, esse conhecimento ancião que nunca havia visto antes era uma arma poderosa contra os Magos não tinha ideia de como funcionava mas os anciões o conheciam muito bem, ele falava e sombras saiam de seu hálito, ao seu comando raios negros invisíveis para suas vítimas atingiam a carne dos iluminados, que se contorciam de dor, distorcidos, ele ordenava e a carne, ossos e nervos dos intrusos obedeciam e torturavam com furor a seus corpos,  a força saia de mim e eu estava preste a desmaiar ele fazia isso com velocidade assustadora, os intrusos também desfaziam o poder dos anciões era incrível e assombroso que algo assim de fato existisse era a primeira vez que participava de algo tão grandioso, em fim eles foram embora, eu estava tão fraco que mal pude ficar em pé. Se os magos estivessem em um numero um pouco maior a capela pereceria com toda certeza. 

 A noite entrou e nós nos alimentamos e nossas baixas foram contabilizadas éramos 91 membros no início da batalha e 55 no final nossos invasores eram três grupos de 15, 45 magos no total nos atacaram, morreram 20 nesse ataque, nosso número e união nos deram a vitória mas compreendi que os iluminados dentre os mortais são uma potência a ser temida e não subestimada, nós trocamos as roupas e nos foi ordenado sair e trazer mortais para saciar a sede da capela nos foi dado escritas em papiro para usar quando fosse necessário. 

Outros ataques como esse vieram e jovens se nem mesmo um treinamento apropriado passaram a participar do círculo laços e laços de sangue rituais feitos as presas e paris já estava ficando sem mendigos e vagabundos para saciar a fome destas batalhas, um ano intenso 1914 de março até dezembro tivemos 20 ataques advindos de magos, lobisomens e outros seres poderosos. Um grupo diplomático foi envia ao Elísio para uma reunião particular com o príncipe da camarilha, grupos foram enviados para catacumbas para fazer um pacto com o príncipe, foi quando ouvi pela primeira vez a menção do rito da quebra de laço, escutei ao passar talvez um descuido proposital. Fui enviado com outros até a cidade, o clima entre os membros era tenso, logo percebi como eram diferentes os outros, os cianitas de outros clãs eram bestiais e de proposito fraco. Eu fui enviado para comprar uma residência em Flandres eu devia levar em consideração a posição das estrelas para escolher a casa as 2h da madrugada eu saberia qual era casa que o clã precisava, como fui instruído encontrei a casa estávamos em três eu e dois recrutas um pouco mais jovens do que eu, entramos na casa pelo rito da passagem, insubstanciais e logo procuramos os quartos levei comigo algumas maldições escritas em papiro, que me foram dadas pelos anciões Armand Regner e meu mestre Abelard Carpetian para conclusão da tarefa, nós abrimos a porta e vindo rápido da rua vieram dois nosferatos, eram criaturas horrendas foi meu primeiro contato consciente com esse tipo de cainitas, embora tenha encontrado com um sem saber em minhas lembranças da vida mortal, era diferente velos como eles realmente são, e um deles, um terceiro,  não era nosferato com certeza, era funesta a suma presença o som fugia de sua presença, os poderes dessas criaturas era surpreendente, eu tive receio estávamos e igual número, mas certamente não éramos iguais eles tinham capacidade que balançaram algo bestial em mim eu desejava seu poder e seu sangue me parecia uma boa forma de conseguir o que eu queria. Na capela fui advertido com frequência sobre este aspecto da maldição cainita. Nos capturamos, torturamos e matamos os donos da casa, depois de mortos um dos nosferatos se cobriu com uma ilusão se tornado o dono da casa com a tarefa de na noite seguinte se despedir dos parentes do dono da casa e distribuir cartas de despedidas para limpar os rastros da aquisição violenta de um grande casarão, que mais tarde se tornaria uma das sedes da seita “a pirâmide dourada do ocidadente, essa tarefa repeti mais três vezes, em todas as vezes estive com cainitas diferentes nenhuma vez com o mesmo grupo, os ataques a capela diminuíram ao passo que a primigêne da cidade fugia e jovens cainitas eram abatidos pelos iluminados, humanos passaram a vir até a capela e sair de lá com frequência de 2 vezes por semana, eram cascas apropriadas para as vontades de Armand Regner e Abelard Carpetian ele não saiam da capela naquelas noites ficavam fisicamente em algum lugar secreto da capela e cavalgavam na alma de um mortal para onde precisavam quando precisavam, ninguém sabia para onde iam, mas eu sempre estava atento, eu não conhecia tudo sobre a percepção do invisível, mas minha pratica falha ainda me permitiam ver a marca de suas almas, Ainda fomos atacados mais 4 vezes, o ano seguinte 1917 foi um inferno guerrilhas noturnas e ataques que começam com a noite e com ela se iam muitos recém chegados da capela voltaram para os braços da morte, a imortalidade dos malditos de caim se resumia ao tempo e doenças, porem fogo, o sol e poderes sagrados e divinos, bem como danos muito graves ao corpo podem facilmente conduzir um cainita de para uma morte definitiva. Para manter a capela forte crianças da noite eram feitas pra se atirarem aos montes em qualquer inimigo que surgisse. Alguns em meio a lutas debandaram fugiram e se esconderam longe da capela e das lutas, sumiram nas sombras. O clã com preocupações maiores em suas mãos não fez investidas contra eles e enquanto fossem desgarrados sem nome e renome não interessavam. Porem para mim um deles tinha nome “Pierre Jacques Lacquah” eu o abracei sem o rito, como me foi ordenado. Eu o escolhi da velha Ordem dos cavaleiros do dragão vermelho, desaparecido para os mortais ela sumiu durante um combate de rua eu pesei que ele estava morto. Mas o encontrei anos mais tarde e uma apresentação noturna na casa de teatro dos Salvior Gautene 

Em 1918 veio a paz na noite, os ataques cessaram, os iluminados continuaram sua busca por iluminação e bastou dar um pequeno acervo de copias de alguns dos livros para que eles se saciassem, A camarilha ficou feliz nenhum rastro significativo, dos eventos daquelas noites sobraram. 

primigênie continuou se escondendo em seus refúgios, a capela foi finalmente consagrada e fundada, consolidada, o tempo passou e eu fazia contato com lacaios de meu senhor nos 4 casarões onde se reuniam mortais em busca de conhecimentos secretos do oculto, Na chamada ordem da Pirâmide Dourado do Ocidente onde se reunião para um culto aos deuses da noite em busca de poder, eu levava para cada um 5 cruzes vermelhas e recolhia 5 cruzes prateadas, naquele tempo jovens iniciados da ordem saiam das edificações para a capela de Saint Louis, em carros pretos chegavam a capela e eram recebidos no primeiro minuto depois da meia noite, esse jovens se tornavam parte do rebanho que abastecia a capela. 

1919 em março ordens chegaram do concelho dos 7, durante um mês todos os aprendizes fizeram missões diversas com frequência, parecíamos estar para fazer algo grande, eu saia todas as noites para fazer tarefas pequenas e a meu ver sem importância preferia estar na biblioteca ou meditando sobre o potencial da vitae, porem estava fazendo coisas enfadonhas e vigílias sem propósito aos meus olhos. 

no final de abril dia 25 fui chamado por Abelard Carpetian ele me instruiu e eu conheci de fato o lado mais cainita do clã, as ordens eram de realizar o rito da afinidade herdada em 20 aprendizes, seria algo normal se não fosse por um motivo em particular. depois de terem se exaurido esses 20 aprendizes não seriam alimentados e soltos, não seriam degolados. os três mais fortes seriam guardados em túmulos de pedra no subsolo para serem usados pelo clã de forma propicia o resto seria deixado preso e o teto sobre suas cabeças fora retirado, para que o sol terminasse suas carreiras de aprendizes. 

Eu notei que, embora me tenha sido ensinado que éramos diferentes, no fundo somos cainitas talvez não como os outros, mas ainda assim cainitas, e de fato não me importava, apenas passei a me vigiar mais, pois entendi que no dia em que não fosse mais útil eu seria descartado da mesma forma. 

Não hesitei, mas vi nos olhos de Justine, a preferida de Carpetian, uma reação avessa, de certo ela faria o que foi ordenado, mas não com prazer, nessa noite passamos por um rito que nem pensei que existisse, mas no contingente de guerra um vínculo de sangue tinha sido formado entre todos e nessa noite à custa de dor e ferimentos ele foi desfeito, não tenho a menor ideia de como um ritual sangrento de tortura poderia quebrar um laço de sangue, porem uma vez que foi realizado, me parecia perigoso comentar sobre isso, estava vivo e eu sei que esse rito permitiria facilmente a morte para qualquer um que fosse submetido se assim quisesse o ancião que o ministrasse, eu ainda estava vivo, é o que importava e não tinha mais nenhuma simpatia anormal por ninguém da capela antes que essa noite acabasse tomei uma taça de sangue amargo que me foi oferecido em frente a todos anciões um novo vinculo de certo. 

Eu não vi mais Justine e o pensamento dela ter sido destruída no rito de quebra do laço me pareceu confortável, ela não era bem o que tinha como irmã ideal, a preferência de Carpetian por ela era clara e isso não me aprazia. 

Chegou à noite para fazer cumprir uma ordem severa, eu cortei a garganta de 20 aprendizes dos quais 5 lutaram ao meu lado nos anos difíceis e não tenho receio nenhum de telo feito na verdade, cada vez que cortei a garganta de um deles me deu um pequeno alivio, eu pensava eu poderia estar sendo destruído, no entanto, estou destruindo, eu ainda sou útil para o clã. 

Vi quão vulnerável ficava quem passava pelo rito foi uma coisa fácil de fazer e tentador, eu senti a besta interior desejando a força que eles demonstraram em não vida correndo dentro de mim eu tinha sido avisado sobre diablere e tinha lido a respeito, confesso que a ideia me parecia tentadora, mas não estava pronto para as consequências. 

Depois de feito nos reunimos no salão de ritos central, lá nos chamaram e para minha tristeza Justine estava lá sua aura estava agitada mudando de cor como se estivesse encobrindo um sentimento com outro, bem o caso é que ela estava lá e tinha recebido o mesmo mérito que eu, era ingenuidade achar que a preferência de Carpetian por ela seria pouco para poupa-la de seus segredos e eu sei que ela os tem, não sei quem ela era, mas para o clã tinha alguma importância. 

Na noite seguinte fomos chamados para passar pelo ritual de afinidade Herdade eu pensei bem esse será ou o nosso fim ou o nosso renascimento. Foi nesse dia que Armand Regner, O sombrio, esteve a minha frente por uma noite inteira eu aprendi um pouco sobre sua maestria negra naquela noite, eu fui até o fim de minhas forças me mantendo nas sombras de sua mente via em sua face apenas sombras, no fim ao me alimentar ele veio com um bode preto segurou-o e colocou a minha frente e sagrou-o, eu perdi o controle a fome era insuportável, eu mordi o bode, os pelos encharcados de sangue na minha boca e o suguei tanto quanto pude. O tento ainda estava removido.... Eu tinha quase certeza que iria morrer pela manhã e minha última refeição era um bode. 

céu noturno já não mais negro e profundo tinha perdido o brilho da maioria das estrelas par a assustadora luz do sol, eu levantei a cabeça para o que eu supunha ser meu carrasco o alivio de poucas noites atrás desfeito na realização do meu temor, era o fim, sim fui souto e coberto com o manto ritualístico dos tremere. 

Fui levado para um aposento e no mesmo corredor pelo qual eu passava, ela estava lá, Justine a favorita, mais um teste vencido e ela ainda estava lá, tentei solver a importância disso e fui até o meu aposento e ele estava mais confortável. Antes eu dividia espaço com 12 aprendizes agora aquele espaço era só meu, os leitos foram retirados e agora uma estante, um baú, uma mesa, uma escrivaninha, uma bancada ritualística tomavam o espaço onde leitos acomodavam soldados de tempos de guerra. 

Eu dormi aquele dia, como se fosse o primeiro dia de um aprendiz, bem de fato era, até então eu era um recruta não um aprendiz de fato. 

Encontros e desencontros 

O tempo passou, era 1940 paris estava tomada pelos nazistas, mas nada nos afetava a segunda guerra em forma de guerra não se abateu sobre nós era um mal humano um acerto de contas deles eu estava indo a uma reunião da Ordem da Pirâmide do Ocidente quando encontrei ele Sigmund Canford e ele era um cainita, estava indo pra o A ordem dos Cavaleiros Vermelhos ele ainda usava o broche com dragão envolvendo escudo vermelho, ele me olhou e tentou impor sua presença sobre mim, eu não cedi e vi isso com desprezo eu senti algo ferver em mim era um ódio inexplicável como nunca senti até então, eu fui em sua direção e ele tirou uma espada da bengala sua arma não ne intimidava ele ordenou > pare!< eu senti que usara um poder contra mim que não funcionou, eu usei a maldição contra ele, O estigma e minha fúria o cercaram eu esquivei de seus golpes com facilidade. Com um chute tirei-lhe a espada e ao pegar em seu braço eu convoquei o seu sangue a sai em golfadas pela sua garganta, enquanto curvado no meio da praça a verter sangue, eu peguei sua espada e decepei uma das pernas, ia desferir outro golpe para partilhe a cabeça quando um grupo de homens vieram gritando em minha direção, corri para as sombras e usei um pergaminho para atravessar uma parede, perdi o controle e agi de forma impensada numa vingança sem sentido pensei ter-lhe matado pela gravidade dos golpes, mas soube que ele sobreviveu e jurou vingança. 

No final da noite contei a Carpetian ele me olhou sem sentimento e me perguntou por que fiz algo tão estupido, eu lhe respondi não sei algo nele me enche de raiva, ele me disse que se quiser ir mais longe tenho que dar um fim nisso, eu perguntei-lhe por que os poderes dele não fizeram efeito em mim, Carpetian me disse apenas os dons nem sempre funcionam quando convocados, a força de um é sempre posta contra a força de outro, só espero que sua rixa infantil não lhe tragam problemas no futuro, o clã não tolera que os problemas dos membros causem problemas para a capela. 

As palavras de Carpetian foram duras sem dúvida, mas não vou me deixar paralisar eu precisava de mais força por isso estudei, meditação leitura e muita pratica eu caçava para praticar, eu passei a ter uma rotina sacerdotal de estudos e obrigações com a capela e com o culto da “Piramide Dourado do Ocidente” essa rotina coincidiu com a saída de Carpetian com Justine para Nonisis uma capela com uma biblioteca mais vasta. Ainda me reportava a Carpetian sobre a Seita, mas continuei meu aprendizado com Regner agora era instruído em disciplinas, Rituais e Taumaturgias com ele no estudo da magia negra. Ele é um estudioso da wirm, disse ele ser a essência que fez cair os anjos a forma de um mal que existiu antes de tudo existir... 


Boa noite criança. Encontrou o meu caderno de notas?  

Uma voz vinda do nada falou comigo. Perguntei com voz tremula e vacilante.  

- Quem é você?  

a voz sombria respondeu...  

– Sou o proprietário desta casa e deste caderno que você leu até agora...  

Eu perguntei enquanto buscava olhando para os lados encontrar de onde vinha a voz...  

– Onde você está? O que é você?  

A voz não me negou as respostas  

– Estou em todas as partes deste casarão, e o que sou, creio que já tenha lido em minhas anotações. Eu te observei muito antes de chegar até minha casa, eu acompanhei sua busca pelos cômodos, sua tentativa de ser furtivo, esperei pacientemente enquanto foleava curioso as minhas anotações, e decidi que vou lhe dar a honra de conhecer-me...  

Eu corri para sair e as portas se fechara rapidamente levantando uma nuvem de poeira, e da poeira como um fantasma vaporoso ele surgiu logo em seguida se tornou nítido porem era pálido e seus olhos não pareciam humanos e me olhou nos olhe e me ordenou...  

- Fique parado agora! Pois muito em breve as palavras que acabou de ler terão um novo sentido para você... 


 

Continua... 

 
 

Mais uma vez agradeço pelo seu tempo de leitura. se gostou desse pequeno conto deixe seu comentário, se não gostou deixe sua crítica. 

 
 

Waltson Freitas - Autor.